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Ano 23                                                                                                              Editado por Jomar Morais
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MUITO LAZER, POUCO GASTO
De Lisboa a Paris, um roteiro de aventura a baixo custo. Um périplo com liberdade, emoção e orçamento de menos de 5 mil reais, incluindo passagem
por Jomar Morais
No alto do Arco do Triunfo, eu, meus pais Tidão e Maria de Jesus e o show da Torre Eiffel
Observe a primeira foto acima, à esquerda. Ela foi tirada por um turista americano, a meu pedido, por volta das 23h de 29 de janeiro passado, tão logo eu e os anciãos ao meu lado - meus pais, Tidão e Maria de Jesus - alcançamos o topo do Arco do Triunfo, na avenida Champs Elysées, em Paris. Esqueça os personagens e se concentre na imagem ao fundo: a majestosa Torre Eiffel, cintilando multicor numa noite de inverno, anunciando ao mundo um tempo de esplendor na Europa. Desde a virada do milênio, a cada 15 minutos a torre de 7 000 toneladas de aço pisca em tons diversos, enquanto de seu cimo holofotes girantes lançam raios poderosos sobre a chamada cidade-luz. Inesquecível!
A cena exuberante reafirma o charme e o poderio histórico e cultural de uma Paris encantadora, mas é também emblemática do prazer de passear, hoje em dia, pela maioria dos países europeus. Fortalecidos com a sua reunião em uma comunidade econômica, quase todos restauraram monumentos centenários, ampliaram circuitos culturais e passaram a oferecer ao visitante um diferencial de tecnologia aliada à qualidade de vida - a começar por Portugal, cujas imagens atuais são em tudo diferentes das que vi, pela primeira vez, em 1982.
A Europa está mais rica e mais bonita. E mais cara, bem mais cara, por causa do euro, a moeda comum que bateu o dólar e cuja unidade equivale, neste início de ano, a 3,60 reais. Mas isso não é obstáculo para quem tem a firme intenção de atravessar o Atlântico e não dispõe de uma grana gorda. Lá como aqui, hoje como ontem, o faro de um bom mochileiro sempre encontra alternativas aos preços altos, tornando possível o satisfação de viajar gastando pouco.
Foi o que comprovei nos últimos 13 meses, período em que retornei duas vezes ao continente europeu em férias - portanto, sem as regalias de uma viagem profissional. Em janeiro de 2004, estirei o périplo até o Marrocos no norte da África, acompanhado de minha esposa, Fátima. Em janeiro último, levei comigo meus pais, septuagenários, e eles adoraram os 12 dias de aventura entre Lisboa e Paris, desembolsando o mínimo e se divertindo muito, sob uma onda frio que chegou a 6 graus negativos na França e nos surpreendeu com uma nevasca  no lado espanhol dos Pirineus. Comemos bem, hospedamo-nos com dignidade e pude mostrar aos velhos quase tudo o que um turista espera da Europa em sua primeira vez. Quanto custou? Menos de 5 mil reais por pessoa, passagem área incluída.
A seguir, um resumo de nosso roteiro com imagens atuais e algumas fotos de viagens anteriores, a fim de que você possa perceber como a Europa está mais bela.
LISBOA, UM CASO DE AMOR
O Lonely Planet, talvez o melhor guia internacional dos viajantes independentes - os mochileiros - afirma que, nos últimos anos, Lisboa transformou-se na “namoradinha da Europa ocidental”, esbanjando charme num mix de azulejos decorados, calçadas de pedrinhas, arquitetura manuelina (da época do rei D. Manuel, no século XVI) restaurada, a melancolia do fado e uma vibrante e moderna cidade com edifícios high-tech, shoppings, cinemas, teatros, cafés, excelente sistema de transporte público e uma enorme diversidade cultural.
Para nós, brasileiros, Lisboa é mais: é um doce mergulho em nossas origens e nos laços profundos que unem Portugal e Brasil, tornando a terrinha de lá uma extensão de nossa casa, com direito a novela, MPB e literatura brasileira. A cidade, espraiada entre sete colinas na margem norte do rio Tejo, tem cerca de 600 000 habitantes. A maioria de suas atrações histórico-culturais estão próximas ao centro e podem ser alcançadas a pé, uma das melhores coisas a fazer em Lisboa. 
Instalamo-nos junto à Praça Saldanha, uma região aprazível, cercada de bancos, comércio chique, bares, restaurantes e hotéis a preços razoáveis - e ainda assim tranqüila e arborizada. O metrô à porta e os diversos ônibus (ou autocarros, como se diz lá) deixam-nos a menos de 10 minutos de áreas históricas como o Rossio-Restauradores, Alfama, Chiado e o boêmio Bairro Alto. Ônibus especiais levam e trazem passageiros ao aeroporto Portela do Sacavém por apenas 3 euros. Na área tem Ibis, um hotel econômico da rede francesa Accor, mas o meu preferido é o Vip Residencial da rua Fernão Lopes, opção econômica da rede Vip Hotels, com serviço completo, razoável conforto e precinho camarada para o padrão local: 47 euros o AP duplo e 66 o triplo, incluído o café da manhã, que os portugueses chamam de pequeno almoço.
Apesar das 11 horas de viagem, a partir de São Paulo, e da companhia de setuagenários, pude dispensar a cama na chegada e aproveitar Lisboa já na primeira tarde. Na ida, a diferença de 3 horas no fuso é a favor, o dia é menor para quem chega. Uma boa opção é circular pela elegante área do Chiado, parar no café A Brasileira para uma bebida quente e uma foto junto à escultura do poeta Fernando Pessoa e depois descer ao Armazém do Chiado, onde se pode curtir a happy hour no café da sofisticada loja Fnac, com direito a show gratuito de artistas locais. Na própria Fnac há venda de ingressos para teatro e shows de música, mas a poucos minutos a pé, no Rossio-Restauradores pode-se conferir a programação de vários teatros, assistir a algum musical ou comédia no tradicional Politeama (o balcão custa, em média, 10 euros) e encerrar a noite saboreando variações de bacalhau e outros pescados em restaurantes da rua Jardim Regedor.
Para um brasileiro, é quase obrigatório iniciar o roteiro histórico pelo bairro de Belém. É lá que estão, junto ao Tejo e a belíssimos jardins de oliveiras e ciprestes, o Mosteiro dos Jerônimos, que abriga o túmulo do herói Vasco da Gama, a antiga Torre de Belém, símbolo das glórias marítimas de Portugal, e o imponente Monumentos dos Descobridores, erguido nos anos 90 no exato local de onde partiam, no passado, as caravelas dos desbravadores do Atlântico, inclusive Pedro Álvares Cabral. Na mesma área estão o moderno Centro Cultural Belém, sempre repleto de mostras de artes plásticas, shows e debates culturais, e o Museu da Marinha com suas réplicas perfeitas das caravelas. O programa deve incluir as confeitarias junto ao mosteiro, onde se saboreia o festejado “pastel de Belém”, um pequeno doce de nata.
Na volta, é melhor pegar o elétrico 15, um superbonde, e desembarcar na Praça do Comércio para o segundo capítulo da viagem no tempo. Era lá que os navegantes despejavam as especiarias (temperos) trazidas do Oriente, o que no século XVI valia fortunas. Das janelas do elétrico pode-se apreciar a modernização da área das docas, onde velhos armazéns foram transformados em restaurantes, discotecas e casas de shows. A Praça do Comércio é o ponto terminal da Cidade Baixa, em cujos calçadões de ruas como a Augusta fervilha um comércio variado, muitas docerias e onde está o Elevador Santa Justa, um mirante privilegiado da cidade, construído em 1902 por Gustave Eiffel, idealizador da famosa torre francesa. Em janeiro, quando a temperatura em Lisboa oscila entre 3 e 12 graus, uma atração à parte é comer castanhas portuguesas, assadas na hora nas esquinas da Baixa.
Com um único cartão Sete Colinas recarregável, ao preço de 2,90 euros por dia, tem-se passe livre no metrô e em ônibus e bondes da Carris que, praticamente , cobrem toda a cidade. Assim, já que estamos na Baixa, o bom é tomar o bondinho 28 e seguirmos para Alfama, o bairro medieval que concentrou a população árabe durante o domínio mouro em Portugal, e onde se encontram a Sé de Lisboa, a Igreja de Santo Antonio, padroeiro da cidade, o mirante de Santa Luzia e o fantástico Castelo de São Jorge, erguido sobre a colina de mesmo nome há mais de 10 séculos. O acesso ao castelo passou a ser pago no ano passado (3 euros), mas os maiores de 60 anos são isentos. Nas suas ladeiras e vielas, Alfama esconde restaurantes, adegas e cafés tranqüilos e recheados de tradição.
De metrô ou ônibus, chega-se rápido à Gare do Oriente, estação de rodoferroviária que é um símbolo da modernidade lisboeta, erguida no local onde em 1998 foi realizada a Expo 2000, evento que acelerou a expansão e a modernização de Lisboa. O metrô leva também a shoppings sofisticados, como Centro Comercial Colombo, e aos estádios do Sporting e do Benfica, suntuosos após serem reformados para a Eurocopa de 2004.
Não dá para não ir ao Bairro Alto, o velho point da noite de Lisboa que não se intimida com as novíssimas atrações do Parque das Nações e da beira-rio. É hora, então, de pegar o bondinho da Glória (na verdade um elevador tipo plano inclinado, junto à praça Restauradores) com o mesmo passe de metrô e perambular pelas ruas estreitas do bairro boêmio, em busca de uma opção boa e barata de fado e pratos típicos numa das adegas locais, regados a vinhos do Porto e do Alentejo. A Adega do Machado é muito conhecida por seu show de fado e danças folclóricas. Estive lá no passado. A Luso é tradicional por ter lançado grandes cantores de fado. Mas há opções mais baratas, onde o consumo mínimo, válido só para bebidas, varia de 15 (Adega do Mesquita) a 10 euros por pessoa (Adega do Ribantejo, onde estivemos dessa vez).
EM 2004
Torre de Belém: a caravela de Cabral partiu perto daqui
Eu e Fátima na Torre de Belém, à margem do Tejo
Com a cantora Florinda, na Adega Machado, em Lisboa
DO ESTORIL A FÁTIMA
Estando em Lisboa é quase impossível não esticar até o Estoril e Cascais, praias lindas e bem freqüentadas. É só pegar o trem na da estação Cáis do Sodré, integrada ao metrô. Ida e volta por não mais de 3 euros, valor que se torna insignificante tão logo deparamos com o belo pôr-do-sol no encontro do Tejo com o oceano, a altura de Oeiras, e depois com as luzes do Cassino do Estoril, no nosso caso numa linda noite de Lua cheia.
O santuário de Fátima, a pouco mais de 100 quilômetros de Lisboa, pode ser alcançado em ônibus que partem a cada hora do terminal Sete Rios, junto à estação Jardim Zoológico do Metrô, ao preço de 8 euros. No inverno, o pátio dos peregrinos está vazio, mas há orações duas vezes ao dia na Capelinha da Aparição, erguida no exato local onde os pastores viram a Virgem. É lá, e não basílica ao lado, que se pode perceber um toque maior de espiritualidade, capaz de emocionar as pessoas sensíveis.
Fátima está na metade do caminho para Coimbra, uma encantadora cidade, famosa por sua universidade secular e pelo mosteiro de Santa Clara, a velha. No ano passado estive lá, com minha esposa e pudemos saborear os passeios por suas ladeiras e o convívio com estudantes. Agora não deu, mas sentimos o gostinho de estacionarmos por alguns minutos na cidade, na ida e na volta da França.
No santuário de Fátima, um momento de espiritualidade
EMOÇÃO NOS PIRINEUS
O trem sempre foi o meio de transporte preferido dos mochileiros na Europa. Conforto e precinho camarada. Mas isso é passado. As tarifas dos comboios, como são chamados em Portugal, estão lá em cima (às vezes mais caras que as de aviões regulares) e o jeito é optar pelos ônibus, com razoável conforto (ainda que sem toaletes, como é tradição na Europa) e preços que beiram à metade das tarifas de trens. Para quem quer curtir o interior europeu, os ônibus oferecem ainda a vantagem de serpentear pelo centro de cidades tradicionais e vilas aconchegantes. Em Portugal, há também um desconto substancial no preço dos bilhetes para passageiros maiores de 60 anos. Na Intercentro de Lisboa, associada à famosa Eurolines, o bilhete ida-e-volta a Paris custou-me 144 euros. Meus pais, setuagenários, pagaram só 130.
Nossa viagem deveria durar 24 horas, numa trajetória em diagonal que cortaria o norte de Portugal, o centro e o norte da Espanha (até o país Basco) indo até o centro-norte da França, onde está Paris, passando  assim por cidades históricas como Salamanca, Valladolid (lembram de Cristóvão Colombo?), Tordesilhas (lembram das aulas de História e Geografia?), além de Burgos, Bilbao e San Sabastian (na área basca), Bordeaux (terra de bons vinhos franceses), Tour e Versalhes, onde está o colossal Palácio do rei Luis XIV. Deveria, pois uma nevasca nas montanhas dos Pirineus e no país basco provocou o bloqueio da estrada, após alguns acidentes, e o nosso ônibus teve que regressar à bela Vilar Formoso, no lado português da fronteira com a Espanha, onde ficamos retidos por 24 horas.
O imprevisto virou atração, pois pudemos desfrutar da emoção de dormir numa pequena pousada, sob 5 graus negativos, e saborear pratos regionais numa adega típica - tudo por conta da Intercentro. Ao retomarmos a estrada, deliciamo-nos com a paisagem da neve cobrindo montanhas e casas, cintilando sob os raios da Lua. O ponto final da viagem foi a estação Gallieni, em Paris, de onde seguimos de metrô para o nosso hotel fazendo apenas uma conexão na estação Saint-Lazare.
PARIS ETERNA E LUMINOSA
Paris fascina a qualquer hora, mas em algumas áreas da cidade, a noite é imperdível. Por exemplo, na charmosa avenida Champs Elysées, no Quartier Latin, na região da Bastilha e, claro, na Torre Eiffel com o seu jogo de luzes inaugurado na virada do milênio. Praticamente todos os locais de interesse turístico e cultural são servidos pela vasta rede do metrô parisiense. O bilhete único custa 1,30 euro (melhor comprar 10 por 10,50 euros), e pode ser usado sucessivamente em qualquer outro meio de transporte (o trem RER, os trams ou bondes elétricos e ônibus comuns da área urbana) durante o período de uma hora. Como perdemos um dos três dias dedicados à cidade, tivemos que ser ágeis, inclusive para aproveitarmos as opções noturnas possíveis.
Ao descer na estação Champs Elysées-Clemenceau, junto à estátua de Charles De Gaulle, depara-se à esquerda com o trecho mais luminoso e fervilhante da célebre avenida (o outro, em direção à Praça da Concórdia, deve ser percorrido durante o dia), com seus cafés, cinemas e restaurantes. Vale a pena caminhar cerca de dois quilômetros até alcançar o Arco do Triunfo, no final. O monumento de 55 metros de altura, em cujos pilares estão inscritos nomes de heróis, sábios e artistas franceses, foi idealizado por Napoleão Bonaparte, para marcar suas vitórias militares, mas só foi concluído em 1836, anos após a morte do conquistador. Mesmo à temperatura de 6 graus negativos, às 22h45 de uma sexta-feira subimos ao topo do arco (o acesso custa 7 euros), a fim de apreciarmos o espetáculo da Champs Elysées e avenidas próximas e o espetáculo maior da Torre Eiffel, do outro lado do rio Sena, piscando luzes em cores prata e rubi a cada 15 minutos.
Na noite seguinte, fomos à Torre Eiffel, também por volta das 22h (o acesso de turistas encerra-se às 23h), horário em que fomos beneficiados pela ausência das filas quilométricas durante o dia. O terceiro estágio da torre, próximo ao topo, há anos está fechado ao público, mas a visita ao segundo (por 7 euros) é o que basta para se ter uma vista inesquecível do Palácio de Chaillot, junto ao Sena, e de toda a cidade. Os que preferem  subir só até o primeiro estágio (por 4,50 euros) são prejudicados pelo visual limitado, mas têm a vantagem de desfrutar de um restaurante requintado. Para chegar até a torre usa-se o metrô (estação Bir-Hakeim) ou o trem RER (o que fiz, descendo na estação Champs de Mars). Caminha-se então por uns 200 metros não muito iluminados, mas repletos de visitantes e vendedores de bugigangas.
Quando se tem pouco tempo, a seleção entre dezenas de opções é crucial. Deixei de apresentar os meus velhos a muitas coisas que me deliciaram nos anos 80 e 90, mas não os poupei de uma visita essencial à Ile de la Cité, o local onde Paris começou há mais de dois milênios, onde puderam assistir à missa das 18h de sábado na Catedral de Notre Dame de Paris, com direito a concelebração especial e o ecoar de sinos. Depois, um passeio sem pressa, em direção ao Quartier Latin, margeando o Sena e seus barcos multicores cheios de turistas.
A visita ao Museu do Louvre é obrigatória, mas como é necessário pelo menos um turno para que se possa apreciar uma única ala do maior museu do mundo, dessa vez contentei-me em contemplar sua entrada e o majestoso Jardin des Tuileres que, margeando a rua do Rivoli, deságua na Praça da Concórdia, início da Champs Elysées.
Chegamos ao Louvre caminhando após uma visita à Ópera de Paris, o conservatório imponente nas cercanias do boulevard Haussmann, local onde mesmo um mochileiro despojado não resiste à tentação de entrar na famosa Galeries Lafayette, o gigantesco templo de consumo que ocupa meia dúzia de quarteirões, com acesso pela estação Chausée d´Antin-Lafayette. Janeiro é o mês dos "soldissimos", uma superliquidação.
Em Paris, os mais simples hotéis classificados costumam impor diárias em torno de 100 euros, mas o sexto sentido de um viajante independente sempre acaba identificando opções sóbrias, mas dignas, a preços camaradas. Ficamos hospedados no Formule 1 (a opção super-econômica da rede Accor) de Saint-Denis, nas proximidades do Stade de France (onde o Brasil perdeu a Copa de 98) e da Universidade Saint-Denis, próximo ao metrô e ao tram, pagando incríveis 32 euros, com café da manhã à parte, a 3,40 euros por pessoa.. Tudo limpo, estilizado e automatizado, mas também pequeno demais se comparado ao próprio Formule 1 de São Paulo. Mas que importa? O hotelzinho aconchegante só nos acolhia entre 2h da madruga e 9h da manhã. O resto do tempo passamos na rua, curtindo a cidade-luz. Foi pouco, muito pouco, mas valeu. E como valeu!
Junto ao Arco do Triunfo, na avenida Champs Elysées
PARA SE DAR BEM
Gostou? E aí, vai encarar a aventura? Se essa é a sua opção, aí vão mais algumas dicas:
* Lisboa é uma cidade tranqüila, mas tem lá seus perigos. “Cuidado com os carteiristas”, dizem os avisos em bondes e ônibus.
* O Aerobus, o ônibus que sai do aeroporto Portela do Sacavém, faz o circuito dos principais hotéis (caros e baratos) até à Praça do Comércio. Consulte o motorista. Custa só 3 euros.
* Ao chegar, compre logo o seu passe Sete Colinas, no metrô ou no posto da Carris, na Praça da Figueira. É muito prático e barato para usar metrô, ônibus e bondes.
* Não tente ser espertinho nos metrôs de Lisboa e Paris, onde há várias estações sem catracas. Além da vigilância eletrônica, a segurança costuma promover blitz nos túneis para verificar se os passageiros portam bilhetes válidos. Consulte horários de funcionamentos das diferentes linhas: algumas param à meia-noite, outras a 1h da madrugada.
* Atenção: em Lisboa, consulte antes os horários de ônibus para Paris, no Terminal Sete Rios. Há dias em que o serviço não é oferecido.
* Cuidado com os trombadinhas na linha 1 do metrô de Paris, no horário de pico, mas não se deixe tomar pelo pânico. Apesar do agito (Paris tem 10 milhões de habitantes), a cidade é bem mais segura que São Paulo e o Rio. Dá para andar à noite. Na Torre Eiffel, uma placa adverte sobre os batedores de carteiras.
* Em Paris, fale inglês. Os nativos já não torcem o nariz para quem não fala francês. Mas não se surpreenda: nas ruas, poucos sabem ou gostam de se expressar na língua de Shakespeare; outros entendem a pergunta, mas respondem em francês. Aí, você tem de se virar. Em hotéis e serviços públicos, há sempre alguém pronto para entender e auxiliar o visitante. Ao chegar, pegue logo seu mapa da cidade e do metrô. A sinalização da cidade é muito boa. No metrô, mantenha a calma para direcionar-se em meio aos muitos túneis e escadarias
Na praça do Mosteiro dos Jerônimos, no bairro de Belém, Lisboa, visitando a nossa história
Na Europa, mochilando com a terceira idade
06/2005

BOM DEMAIS
Meus velhos no Jardim des Tuilers, após visita ao Louvre
No Café A Brasileira, em Lisboa, com o poeta Pessoa
Manhã em Vilar Formoso, norte de Portugal: - 5ºC
Retidos em Burgos, no País Basco, sob densa nevasca

TÚNEL DO TEMPO
Eu e Fátima em Lisboa: paradinha para descansar
Em Coimbra, a caminho de sua histórica Faculdade de Direito
EM 1998
Após visita ao Coliseu e outros monumentos da Roma antiga
Na Praça São Marcos, coração da cidade de Veneza
JM e a estátuta de Pestalozzi, em Yverdun, na Suíça
EM 1986
JM no centro de Nuremberg, na então Alemanha Ocidental
No pátio da catedral de Budapeste, na Hungria
JM no jardim do Palácio de Schönbrunn, em Viena
EM 1982
Diante do famoso Big Ben, em Londres, sob inverno rigoroso
JM caminha sobre um lago congelado em Amsterdam
Em frente à basílica de São Pedro, no Vaticano


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