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O objetivo do perdão no
ensinamento de Jesus
                                      por VICTOR MEDEIROS



O mestre espiritual Jesus, de Nazaré, uma cidade de Israel, teve sua prática de vida e ensinamentos morais registrados no Novo Testamento pelos quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João. Em diversas passagens destes textos fundamentais da tradição cristã, Jesus dá ênfase ao perdão.

Na célebre passagem da mulher adúltera registrada em João, cap. 8, versículos 1-11, Jesus trabalha a importância do não julgamento e o valor do perdão:  

“Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras. E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.8 E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais”.

O Mestre conduz claramente os acusadores a um exame de consciência para que eles reconheçam a ilegitimidade moral do seu julgamento pautado em três pontos:

1° A hipocrisia (não viviam conforme pregavam);

2° O machismo, isto é, agiam com violência pelo fato da mulher ter descumprido a lei mosaica, quando em verdade ela não fez isso sozinha, pois um homem também estava envolvido no adultério;

3° carência de autoconhecimento, ao apontarem falhas nos outros, quando em verdade, comungavam de vícios e vivências semelhantes.

Tradicionalmente, o sábado da semana santa tem como uma das atividades mais esperadas a queima do boneco que simboliza a figura histórica de Judas Iscariotes, o qual ficou mundialmente conhecido por ter traído Jesus com um beijo e pelo valor de trinta moedas de prata.

Colocamos duas questões retóricas:

1° Se a importância do perdão é um dos principais ensinamentos morais do Cristo, por que os cristãos, em sua maioria, até hoje não perdoaram Judas?

2° Será que nós, como cristãos, quando julgamos o nosso semelhante também não estamos constantemente traindo Jesus? 

Concluímos que, para Jesus o perdão possui três grandes objetivos interligados:

1° Medida higiênica dos pensamentos e sentimentos que proporciona o estado de consciência elevada;

2° Abandono dos grilhões do orgulho e do egoísmo que sempre nos colocam na posição de vítima;

3° O reconhecimento da presença de Deus em todos os seres. Apesar das escolhas, atitudes heterogêneas, no fim, todos estamos no caminho do bem.