Postado em 17 Aug 2015 01 19 Principal

Fui ensinado a viver “para”...
Impiedosa(mente),
Daí o “para” eu viver
Sem estar no presente
Tudo bem, não fosse a torneira aberta
Em frente a calçada
Lavando a segunda vida
Jorrando tempo de graça
E eu como um projeto, mercadoria, objeto
Só sei ver em tudo, um “para”... o meu futuro
E crescendo para, aprendendo para, ganhando para...
Só não sei bem, para onde vai o trem...
E tudo me parece inédito (quando começo a prestar atenção)
Mesmo quando chove
É sempre novo o cheiro do chão
Cada cantar de galo, ou cantar de gente
Cada surpresa de criança me surpreende
Ainda, e tão docemente...
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