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                                       por VICTOR MEDEIROS,
                                           Mestre em Filosofia

Do século 20 até as primeiras duas décadas do século 21, os anos foram  marcados pelo conhecimento, de domínio público, da queda de líderes espirituais, que infelizmente, se transviaram pela busca incessante do poder econômico e pela vazão de transtornos sexuais que vitimaram a esperança e a confiança de fiéis de vários credos.

Com isso, a relação milenar de mestre e discípulo anda sendo colocada em xeque por dois motivos: 1° pelos falsos mestres citados anteriormente; 2° por pessoas que utilizam de argumentos falsos (falácias) para incutir na opinião do grande público a ideia de que todos os homens são iguais, sendo que essa igualdade é nivelada pelo pressuposto pessimista de uma maldade essencial a todos os seres humanos. E isso impediria a existência de autênticos instrutores e guias da humanidade que têm o bem por horizonte.

Após alguns anos de experiências e leituras em várias denominações filosóficas e religiosas do oriente e ocidente, construí uma modesta visão sobre o mestre que gostaria de compartilhar com amigos e seguidores do nosso trabalho, sem jamais pretender que o meu entendimento seja tomado por outrem como uma verdade absoluta.

A NOÇÃO. Nas tradições filosóficas e espiritualistas o mestre é alguém que possui um entendimento sobre os temas mais essencias na vida (autoconhecimento, amor, morte e felicidade) e que está disposto a orientar, gratuitamente, as pessoas na busca pela auto realização.

PERFIL. Em alguns casos, ele foi alguém dotado de uma insatisfação crônica que buscava inutilmente preenchê-la com o desfrute exagerado dos prazeres materiais. Após uma série de tentativas frustradas, é tomado por uma profunda melancolia, mas uma determinada experiência o coloca em contato consigo mesmo e ele desperta da ilusão, que até então marcou sua existência.

DESPERTAR. Geralmente ocorre um chamado interno que o esclarece sobre a importância do cultivo da vida espiritual como caminho para a felicidade. Esse cultivo envolve uma sabedoria pautada no equilíbrio, ou seja, que não nega ou afirma radicalmente a existência por entender a transitoriedade de todas as coisas. E assim, ao viver sem apego a si mesmo, a pessoas e a circunstâncias, ele alcança uma liberdade e plenitude indescritível.

CARACTERÍSTICAS. O mestre possui uma disciplina diária que nutre a coerência entre o pensar, o sentir e o agir. Seu modo de habitar no mundo é simples e silencioso, de tal maneira que só as futuras gerações chegam a conhecer e a lhe prestar o devido valor. É honesto sobre as limitações que ainda possui, jamais fingindo ser aquilo que não é, graças ao seu compromisso de buscador da verdade. O mestre sempre te acolhe como um grande amigo, isto é, sem julgamento, enxergando o que há de melhor em você.

EXERCÍCIOS. Na história do pensamento universal, mestres como Sidharta Gautama (O Buda), Jesus (O Cristo), Lao Zi,, Confúcio, Sócrates e Francisco de Assis nos recomendavam, pelo próprio exemplo, quatro exercícios principais: 1° A compaixão (se colocando no lugar do outro e sendo solidário para com a sua dor), 2° A caminhada filosófica (realizando em silêncio um auto exame da própria existência); 3° A meditação (esvaziando a mente e o coração de todos os pensamentos e sentimentos desnecessários à serenidade da alma); 4° A contemplação e o cultivo da natureza (nos trazendo a consciência da unidade de todas as coisas que brotam do sopro de vida emanado pelo criador supremo).   

ENSINAMENTO. O verdadeiro mestre nos ensina que cada um só pode ser mestre de si mesmo e que a grande finalidade da vida é amar e servir a todos os seres.

CONCLUSÃO. Creio que os mestres são raros e que, por isso, na jornada de qualquer buscador, a prudência é um elemento essencial para que ele ou ela não seja ludibriado por qualquer tipo de explorador. Em contrapartida, tomo como máxima de vida que podemos aprender tanto pelo exemplo quanto pelo contra exemplo, a fim de abstrairmos o melhor aprendizado de cada situação e assim, pelo autodomínio e esforço constante, nos tornarmos mestres de nós mesmos.


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O verdadeiro mestre vive sua mensagem e ensina que cada um é o mestre de si mesmo