Ano 26                                                                                                                              Editado por Jomar Morais
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por Jomar Morais
 
AMY VIVE EM WALL STREET
A morte anunciada de Amy Winehouse revela a tragédia cotidiana
que se esconde sob o glamour do sucesso na vida artística e também em
setores ultracompetitivos, como o dos executivos financeiros 
Quando a polícia de Londres encontrou o corpo de Amy Winehouse, no sábado passado, a Noruega ainda contava as vítimas do duplo atentado que, na véspera, matara 76 pessoas em Oslo e Utoya. A morte anunciada da cantora, cujas overdoses de álcool e drogas já não lhe permitiam exercer plenamente o seu ofício, logo deslocou a tragédia norueguesa para o segundo plano do noticiário. O drama de um artista talentoso que se deixa destruir pelo vício no ápice da fama já não surpreende, tal a recorrência de eventos do gênero, mas continua a ser glamourizada pela mídia e pelas multidões em catarse.

Foi dito que Amy agora integra o seleto grupo de artistas geniais que morreram aos 27 anos, um certo Clube 27 do qual fazem parte Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Brian Jones e Kurt Cobain. Ainda bem que se teve o cuidado de lembrar que participar desse clube não se trata de um privilégio, mas de uma “maldição” que não tem a ver com a idade e nem com a música, mas com o vício. Na internet, alguém teve a lucidez de afirmar que “Amy já estava morta e, provavelmente, precisava de um ‘teco’ para se sentir viva.”

Por que tantos artistas acabam se suicidando na dependência química? Uma psiquiatra disse na TV que todos eles são portadores de conflitos que, em vez de serem aplacados, acabam se intensificando na relação com o sucesso. Uma obviedade que não responde à pergunta sobre a natureza desses conflitos e esquece outros territórios da fama e do poder onde vítimas como Amy Winehouse poderiam se sentir em casa com o seu drama.

É o caso do mundo, igualmente glamourizado, dos homens que controlam o sistema financeiro americano na Wall Street, em Nova York. Em entrevista à revista “Alfa”, o psicoterapeuta Jonathan Alpert, o preferido de corretores, operadores e gerentes de fundos, revelou toda a carência e sofrimento do lado oculto dessa gente montada em dinheiro que trabalha até 18 horas por dia. Eles chegam numa “situação terrível”, diz Alpert. Ao preço de 2 mil dólares por sessão, o terapeuta os vê chorar enquanto relatam o uso contínuo de álcool e drogas pesadas, a incapacidade de dormir sem tranquilizantes, as escapadas com prostitutas de 1 000 dólares a hora - às vezes só para conversar e expor os sentimentos -, a frequencia quase diária a casas de massagens, os constrangimentos no emprego e o medo de a mulher pedir a separação e “levar tudo” na partilha.

O dinheiro e o sucesso podem levar ao vício e o vício, à destruição? Isso seria simplificar a questão. Afinal, na raiz dessa tragédia está uma visão de mundo egóica e materialista que, descartando a transcendência, nos sufoca na escassez de sentido e na abundância de tédio.
[Publicado na edição de 26/07/11 do Novo Jornal]
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