Ano 26                                                                                                                              Editado por Jomar Morais
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por Jomar Morais
 
A ESPINHELA E A BIOQUÍMICA
O psiquiatra paulistano Wilhelm Kenzler aponta os três prontos críticos da
medicina atual: a despersonalização, a tecnificação e a mercantilização.
 
Vovó Apolônia era evangélica fervorosa, mas por amor ao seu neto predileto não hesitava em cometer heresias.

Lembro-me do dia em que, escondendo-se do pastor, ela levou-me a uma benzedeira, preocupada com meu desânimo e insônia aos seis anos de idade. A xamã pesou-me, mediu-me e, finalmente, diagnosticou: era espinhela caída (lumbago), um mal que no seu manual de doenças se curava com uma boa reza e toques de galhos de arruda. No dia seguinte acordei esperto e voltei às traquinagens.

Sorte minha que nasci nos anos 50, não tive plano de saúde na infância e contei com a proteção de uma avó transgressora. Se eu fosse criança hoje e me entristecesse por testemunhar uma crise na relação entre meus pais, talvez até a minha querida velhinha me conduziria ao consultório de um psiquiatra de onde, provavelmente, eu sairia rotulado de deprimido ou estressado, carente de algum antidepressivo ou ansiolítico entre tantos que fazem a dependência química de bilhões de pessoas e a fortuna dos laboratórios.

A psiquiatria tornou-se a vitrine daquilo que o psiquiatra paulistano Wilhelm Kenzler aponta como os três prontos críticos da medicina atual: a despersonalização, a tecnificação e a mercantilização. E, por sua vez, os desvios desse segmento espelham um paradigma no qual o homem é encarado como mera máquina, passível de ajustes pela bioquímica, sem levar em conta sua dimensão espiritual e as implicações éticas que dela decorrem, inclusive a autoaceitação e a liberdade.

Não se trata, aqui, de crucificar os médicos - eles próprios vítimas de um sistema de crenças e de interesses - e, tampouco, amaldiçoar toda receita de fármacos, que a experiência e o bom senso dizem ser razoáveis em situações de emergência e nos casos em que desequilíbrios bioquímicos dificultam o acesso ao ponto onde emerge a maioria das doenças: a alma humana. O mal está no abuso, que mascara a realidade e instala o vício.

No jargão médico, 90% dos diagnósticos não passam de NDN (nada digno de nota) ou DNV (distúrbio neurovegetativo), mas a regra é que o paciente saia do consultório com a indicação de um remédio químico que, no fundo, tomou o lugar do ritual da benzedeira, acompanhado, porém, da ameaça das chamadas doenças iatrogênicas, causadas por medicamentos. Por que, então, descartar o uso da medicina cultural e seu poder terapêutico através da palavra e do reequilíbrio holístico?

Penso nisso a propósito do livro “A Tragicomédia da Medicalização: a Psiquiatria e a Morte do Sujeito”, do filósofo e doutor em psicologia José Ramos Coelho, que será lançado nesta quarta-feira (18 de abril), às 19h, na Saraiva do Midway Mall. Ramos retoma a trilha de pensadores respeitáveis e nos convence: a comédia da medicalização da vida traz embutida a tragédia da morte do ser e da liberdade.
[Publicado na edição de 17/04/12 do Novo Jornal]
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