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por Jomar Morais
 
UMA ESTÁTUA PARA SNOWDEN
Graças às redes e, sobretudo, ao idealismo corajoso de Snowden, novas máscaras caíram e veio à tona a similaridade das formas de poder, em sua ânsia de dominar.
 
Como serão os dias futuros de Edward Snowden, o  técnico em redes de computadores que denunciou ao mundo como os Estados Unidos monitoram as comunicações de seus cidadãos e de bilhões de pessoas em todo o planeta? Certamente não serão menos tensos que agora, quando encurralado numa sala de trânsito do aeroporto de Moscou, ele avalia as raras ofertas de asilo e estuda meios seguros de alcançar o destino.

Não é fácil desafiar um dinossauro, ainda que envelhecido e em curva de declínio. Isso exige a coragem de sacrificar-se. E, a julgar pelo que disse Snowden ao jornalista Gleen Greewald, a quem contou o que sabia sobre o trabalho sujo da Agência Nacional de Segurança (NSA), ele tem clara consciência do preço alto que pagará por sua atitude histórica.

A rigor, as informações de Snowden não impressionam pela natureza dos fatos. Já se suspeitava de tudo o que ele narrou e repassou, em explosivos pendrives, ao repórter free-lance do The Guardian londrino, um americano radicado no Rio de Janeiro. Era previsível que as agências de espionagem passassem a reproduzir no mundo virtual, com suas facilidades tecnológicas, as práticas ignominiosas de bisbilhotice tão caras ao poder em todas as épocas.

Os softwares Prism e Fairview, usados pela NSA, são a versão sofisticada do microfone instalado sob a cama, do grampo físico na linha telefônica analógica e, claro, do velho expediente de espiar pelo buraco da fechadura ou colar o ouvido à porta, consagrado pelas fofoqueiras do passado.

O que impressiona agora é a escala da espionagem, abrangendo o planeta, e o gigantismo dessa máquina, da qual participam, sob coerção ilegal ou mesmo colaboração, as grandes companhias de tecnologia e comunicações americanas, predominantes no oligopólio global persistente nesses setores.

A espionagem jamais respeitou fronteiras, mas a mobilidade e eficácia que alcançou com os recursos atuais e, sobretudo, sua aliança a provedores dos serviços mais confiáveis de uma sociedade livre extrapola a ficção do século 20 e nos acena com a derrocada de um dos mais sólidos pilares da democracria liberal: o direito à privacidade.

Para onde vamos?, repito a pergunta diante de mais um fenômeno de escala possibilitado pela Internet e sua profunda repercussão nos fundamentos de nossa sociedade. Também neste caso, a resposta é: ainda não sabemos.

Graças às redes e, sobretudo, ao idealismo corajoso de Snowden, novas máscaras caíram e veio à tona a similaridade das formas de poder, em sua ânsia de dominar. Na democracia formal, como nos estados totalitários, o poder sempre usará o medo para restringir a liberdade e submeter o sonho de muitos aos interesses de poucos.

Por desmascarar a hipocrisia, Edward Snowden não merece só asilo. Merece uma estátua de herói universal.
 
[Publicado na edição do Novo Jornal de 09/07/13]
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